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Friday

August 29, 2025


Section 1 of 4

JOB 31:1-33:33

About 14.6 Minutes

1 “Fiz acordo com os meus olhos
    de não olhar com cobiça
    para as moças.
2 Pois qual é a porção que o homem
    recebe de Deus lá de cima?
Qual a sua herança do Todo-poderoso,
    que habita nas alturas?
3 Não é ruína para os ímpios,
desgraça para os que fazem o mal?
4 Não vê ele os meus caminhos,
e não considera
    cada um de meus passos?

5 “Se me conduzi com falsidade,
ou se meus pés se apressaram
    a enganar,
6 — Deus me pese em balança justa,
e saberá que não tenho culpa —
7 se meus passos
    desviaram-se do caminho,
se o meu coração foi conduzido
    por meus olhos,
ou se minhas mãos
    foram contaminadas,
8 que outros comam o que semeei,
e que as minhas plantações
    sejam arrancadas pelas raízes.

9 “Se o meu coração
    foi seduzido por mulher,
ou se fiquei à espreita
    junto à porta do meu próximo,
10 que a minha esposa moa cereal
    de outro homem,
e que outros durmam com ela.
11 Pois fazê-lo seria vergonhoso,
crime merecedor de julgamento.
12 Isso é um fogo que consome
    até a Destruição;
teria extirpado a minha colheita.

13 “Se neguei justiça
    aos meus servos e servas,
quando reclamaram contra mim,
14 que farei quando Deus
    me confrontar?
Que responderei quando chamado
    a prestar contas?
15 Aquele que me fez no ventre materno
    não os fez também?
Não foi ele que nos formou,
    a mim e a eles,
    no interior de nossas mães?

16 “Se não atendi os desejos do pobre,
ou se fatiguei os olhos da viúva,
17 se comi meu pão sozinho,
sem compartilhá-lo com o órfão,
18 sendo que desde a minha juventude o criei
    como se fosse seu pai,
e desde o nascimento guiei a viúva;
19 se vi alguém morrendo
    por falta de roupa,
ou um necessitado sem cobertor,
20 e o seu coração não me abençoou
    porque o aqueci com a lã
    de minhas ovelhas,
21 se levantei a mão contra o órfão,
ciente da minha influência no tribunal,
22 que o meu braço descaia do ombro,
    e se quebre nas juntas.
23 Pois eu tinha medo
    que Deus me destruísse,
e, temendo o seu esplendor,
    não podia fazer tais coisas.

24 “Se pus no ouro a minha confiança
    e disse ao ouro puro:
Você é a minha garantia,
25 se me regozijei
    por ter grande riqueza,
pela fortuna que as minhas mãos
    obtiveram,
26 se contemplei o sol em seu fulgor
e a lua a mover-se esplêndida,
27 e em segredo o meu coração
    foi seduzido
e a minha mão lhes ofereceu
    beijos de veneração,
28 esses também seriam pecados
    merecedores de condenação,
pois eu teria sido infiel a Deus,
    que está nas alturas.

29 “Se a desgraça do meu inimigo
    me alegrou,
ou se os problemas que teve
    me deram prazer;
30 eu, que nunca deixei minha boca pecar,
    lançando maldição sobre ele;
31 se os que moram em minha casa
    nunca tivessem dito:
‘Quem não recebeu de Jó
    um pedaço de carne?’,
32 sendo que nenhum estrangeiro
    teve que passar a noite na rua,
pois a minha porta
    sempre esteve aberta para o viajante;
33 se escondi o meu pecado,
    como outros fazem,
acobertando no coração
    a minha culpa,
34 com tanto medo da multidão
    e do desprezo dos familiares
que me calei e não saí de casa...

35 (“Ah, se alguém me ouvisse!
    Agora assino a minha defesa.
Que o Todo-poderoso me responda;
que o meu acusador
    faça a denúncia por escrito.
36 Eu bem que a levaria nos ombros
    e a usaria como coroa.
37 Eu lhe falaria
    sobre todos os meus passos;
como um príncipe
    eu me aproximaria dele.)

38 “Se a minha terra se queixar de mim
e todos os seus sulcos chorarem,
39 se consumi os seus produtos
    sem nada pagar,
ou se causei desânimo
    aos seus ocupantes,
40 que me venham espinhos
    em lugar de trigo
e ervas daninhas em lugar de cevada”.

Aqui terminam as palavras de Jó.

1 Então esses três homens pararam de responder a Jó, pois este se julgava justo. 2 Mas Eliú, filho de Baraquel, de Buz, da família de Rão, indignou-se muito contra Jó, porque este se justificava a si mesmo diante de Deus. 3 Também se indignou contra os três amigos, pois não encontraram meios de refutar a Jó, e mesmo assim o tinham condenado. 4 Eliú tinha ficado esperando para falar a Jó porque eles eram mais velhos que ele. 5 Mas, quando viu que os três não tinham mais nada a dizer, indignou-se.

6 Então Eliú, filho de Baraquel, de Buz, falou:

“Eu sou jovem, vocês têm idade.
Por isso tive receio
e não ousei dizer-lhes o que sei.
7 Os que têm idade é que devem falar,
    pensava eu,
os anos avançados é que devem
    ensinar sabedoria.
8 Mas é o espírito dentro do homem
    que lhe dá entendimento;
o sopro do Todo-poderoso.
9 Não são só os mais velhos, os sábios,
    não são só os de idade
que entendem o que é certo.

10 “Por isso digo: Escutem-me;
também vou dizer o que sei.
11 Enquanto vocês estavam falando,
    esperei;
fiquei ouvindo os seus arrazoados;
enquanto vocês estavam
    procurando palavras,
12 dei-lhes total atenção.
Mas nenhum de vocês
    demonstrou que Jó está errado.
Nenhum de vocês respondeu
    aos seus argumentos.
13 Não digam: ‘Encontramos
    a sabedoria;
que Deus o refute, não o homem’.
14 Só que não foi contra mim
    que Jó dirigiu as suas palavras,
e não vou responder a ele
    com os argumentos de vocês.

15 “Vejam, eles estão consternados
e não têm mais o que dizer;
as palavras lhes fugiram.
16 Devo aguardar,
agora que estão calados
    e sem resposta?
17 Também vou dar a minha opinião,
também vou dizer o que sei,
18 pois não me faltam palavras,
e dentro de mim o espírito
    me impulsiona.
19 Por dentro estou
    como vinho arrolhado,
como odres novos
    prestes a romper.
20 Tenho que falar; isso me aliviará.
Tenho que abrir os lábios e responder.
21 Não serei parcial com ninguém,
e a ninguém bajularei,
22 porque não sou bom em bajular;
se fosse, o meu Criador
    em breve me levaria.
1 “Mas agora, Jó,
    escute as minhas palavras;
preste atenção a tudo o que vou dizer.
2 Estou prestes a abrir a boca;
minhas palavras
    estão na ponta da língua.
3 Minhas palavras procedem
    de um coração íntegro;
meus lábios falam com sinceridade
    o que eu sei.
4 O Espírito de Deus me fez;
o sopro do Todo-poderoso me dá vida.
5 Responda-me, então, se puder;
prepare-se para enfrentar-me.
6 Sou igual a você diante de Deus;
eu também fui feito do barro.
7 Por isso não lhe devo inspirar temor,
e a minha mão não há de ser pesada
    sobre você.

8 “Mas você disse ao meu alcance;
eu ouvi bem as palavras:
9 ‘Estou limpo e sem pecado;
estou puro e sem culpa.
10 Contudo, Deus procurou em mim
    motivos para inimizade;
ele me considera seu inimigo.
11 Ele acorrenta os meus pés;
vigia de perto
    todos os meus caminhos’.

12 “Mas eu lhe digo
    que você não está certo,
porquanto Deus é maior
    do que o homem.
13 Por que você se queixa a ele
de que não responde
às palavras dos homens?
14 Pois a verdade é que Deus fala,
ora de um modo, ora de outro,
mesmo que o homem não o perceba.
15 Em sonho ou em visão
    durante a noite,
quando o sono profundo
    cai sobre os homens
e eles dormem em suas camas,
16 ele pode falar aos ouvidos deles
e aterrorizá-los com advertências,
17 para previnir o homem
    das suas más ações
e livrá-lo do orgulho,
18 para preservar da cova a sua alma,
e a sua vida da espada.
19 Ou o homem pode ser castigado
    no leito de dor,
com os seus ossos
    em constante agonia,
20 sendo levado a achar a comida repulsiva
e a detestar na alma
    sua refeição preferida.
21 Já não se vê sua carne,
e seus ossos, que não se viam,
    agora aparecem.
22 Sua alma aproxima-se da cova,
e sua vida, dos mensageiros da morte.

23 “Havendo, porém, um anjo
    ao seu lado,
como mediador dentre mil,
que diga ao homem o que é certo
    a seu respeito,
24 para ser-lhe favorável e dizer:
‘Poupa-o de descer à cova;
encontrei resgate para ele’,
25 então sua carne se renova
voltando a ser como de criança;
ele se rejuvenece.
26 Ele ora a Deus e recebe o seu favor;
vê o rosto de Deus
    e dá gritos de alegria,
e Deus lhe restitui a condição de justo.
27 Depois ele vem aos homens e diz:
‘Pequei e torci o que era certo,
mas ele não me deu o que eu merecia.
28 Ele resgatou a minha alma,
impedindo-a de descer à cova,
e viverei para desfrutar a luz’.

29 “Deus faz dessas coisas ao homem,
    duas ou três vezes,
30 para recuperar sua alma da cova,
a fim de que refulja sobre ele
    a luz da vida.

31 “Preste atenção, Jó, e escute-me;
fique em silêncio, e falarei.
32 Se você tem algo para dizer,
    responda-me;
fale logo, pois quero que você
    seja absolvido.
33 Se não tem nada para dizer, ouça-me,
    fique em silêncio,
e eu lhe ensinarei
    a sabedoria”.


Section 2 of 4

2 Corinthians 3:1-18

About 1.8 Minutes

1 Será que com isso estamos começando a nos recomendar a nós mesmos novamente? Será que precisamos, como alguns, de cartas de recomendação para vocês ou da parte de vocês? 2 Vocês mesmos são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos. 3 Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos.

4 Tal é a confiança que temos diante de Deus, por meio de Cristo. 5 Não que possamos reivindicar qualquer coisa com base em nossos próprios méritos, mas a nossa capacidade vem de Deus. 6 Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica.

7 O ministério que trouxe a morte foi gravado com letras em pedras; mas esse ministério veio com tal glória que os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés, por causa do resplendor do seu rosto, ainda que desvanecente. 8 Não será o ministério do Espírito ainda muito mais glorioso? 9 Se era glorioso o ministério que trouxe condenação, quanto mais glorioso será o ministério que produz justificação! 10 Pois o que outrora foi glorioso, agora não tem glória, em comparação com a glória insuperável. 11 E se o que estava se desvanecendo se manifestou com glória, quanto maior será a glória do que permanece!

12 Portanto, visto que temos tal esperança, mostramos muita confiança. 13 Não somos como Moisés, que colocava um véu sobre a face para que os israelitas não contemplassem o resplendor que se desvanecia. 14 Na verdade a mente deles se fechou, pois até hoje o mesmo véu permanece quando é lida a antiga aliança. Não foi retirado, porque é somente em Cristo que ele é removido. 15 De fato, até o dia de hoje, quando Moisés é lido, um véu cobre os seus corações. 16 Mas quando alguém se converte ao Senhor, o véu é retirado. 17 Ora, o Senhor é o Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade. 18 E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito.


Section 3 of 4

Psalm 43:1-5

About 1.2 Minutes

1 Faze-me justiça, ó Deus,
    e defende a minha causa contra um povo infiel;
livra-me dos homens traidores e perversos.
2 Pois tu, ó Deus, és a minha fortaleza.
Por que me rejeitaste?
Por que devo sair vagueando e pranteando,
    oprimido pelo inimigo?
3 Envia a tua luz e a tua verdade;
elas me guiarão
    e me levarão ao teu santo monte,
ao lugar onde habitas.
4 Então irei ao altar de Deus,
    a Deus, a fonte da minha plena alegria.
Com a harpa te louvarei,
    ó Deus, meu Deus!

5 Por que você está assim tão triste,
    ó minha alma?
Por que está assim tão perturbada
    dentro de mim?
Ponha a sua esperança em Deus!
    Pois ainda o louvarei;
ele é o meu Salvador e o meu Deus.


Section 4 of 4

Proverbs 22:8-9

About 0.3 Minutes

8 Quem semeia a injustiça colhe a maldade;
o castigo da sua arrogância será completo.

9 Quem é generoso será abençoado,
pois reparte o seu pão com o pobre.

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